segunda-feira, 29 de abril de 2013

Especial das mães desta vez com minha querida madrinha ,Marisa Corbellini Gomes.

Olá pessoas!!!!

Quando eu achava que nada mais viria em forma de depoimento eis que recebo este da minha querida e amada madrinha eu que achava que encerraria esta série de homenagens me senti muito prestigiada,acredito muito que jesus fala nos ouvidos das mães,pelo menos eu sempre falei isto para meus filhos desde que eram bem pequenos,posto isto tenho certeza que ele falou no ouvido da minha mãe¨ Rosa a madrinha desta menina não pode ser outra que não seja a Marisa ¨,sabe  estas pessoas que você tem certeza que vai te entender e se mesmo assim ela não o fizer te dará colo e carinho esta é a minha Mary como eu gosto de chamar,uma pessoa doce,guerreira ao extremo e a pessoa mais parecida comigo que eu conheço,juntas formamos uma dupla imbatível e é no colo dela que acalmo meu coração muitas vezes ,nossas conversas são sempre tão produtivas e divertidas que rendem horas de tel,já que moramos longe uma da outra,ela é uma destas pessoas que não preciso falar  sempre ,pq na primeira oportunidade será como se acabássemos de nos despedir.

Obrigada pela tua emoção ela foi muito importante para mim,não saberia nunca como te agradecer ,então faço minhas as palavras de Hilda lucas e espero que gostes disto que eu gostaria de ter escrito para ti pq é exatamente assim que eu te sinto,receba todo meu amor nas palavras de  DELICADEZAS.


DELICADEZAS



Acredito na eloquência dos pequenos gestos, das palavras bem ditas, no toque, no olhar que pousa sobre o nosso olhar como quem diz "estou te vendo".

Acredito em presentes e mimos fora de hora, em flores inesperadas, em cartões escritos com zelo e alegria, em perguntas atenciosas, em conversas olho no olho, em bolos caseiros despachados como afagos.

Acredito em amabilidades, em cortesias, em gentilezas. Todo mundo acredita, eu sei, mas nem por isso trocamos mais gentilezas. É como se as pequenas atenções pertencessem a uma categoria menor de preocupações, como se elas fossem o último item da nossa agenda, como se para elas precisássemos de um tempo diferente ou de uma sobra no nosso tempo.

É como se pensássemos: se der tempo, eu vou ligar, eu vou fazer. No entanto, é ao contrário: é preciso cuidar para ter esse tempo de gentilezas.

Ser delicado é o exercício de incluir o outro no nosso raio de ação; é a possibilidade cotidiana de externar no nosso afeto; é liberalidade, pura e simplesmente, muito mais que generosidade, é graça. Ser gentil é um estar na vida desarmado, atento, aberto. Está na qualidade do "bom dia", no comportamento no trânsito, no timbre da voz ao atender ao telefone, na disponibilidade para ouvir, acolher, trocar.

Não se trata de ser alegrinho, bonzinho, fofo... Trata-se de ser amável, de buscar o amável no outro, de imprimir cortesia, encantamento e prazer ao dia a dia. É um treino, uma escolha, uma atitude que se imprime e da qual se impregna porque gentilezas são na verdade transbordamentos da nossa alma.
Somos nós os principais beneficiários da nossa amabilidade.

Nossa gentileza é tão somente a nossa própria experiência interior de cuidar bem de nós mesmos,de em sendo amorosos e afáveis conosco,podermos ser com os que nos cercam.


E com vocês o último depoimento:Marisa Corbellini Gomes.




    Há algumas semanas atrás, minha querida sobrinha e afilhada Simone pediu –me para escrever algo sobre minha vida de mãe. Fiquei pensando o que escrever, pois realmente minha estória é longa e cheia de experiências de vida. Não chegava a uma inspiração.

       Tenho acompanhado este seu vôo, lendo este “blog”, desde a primeira publicação, e fico muito orgulhosa dela. Hoje, lendo seu Blog, vi sua publicação e me emocionei profundamente, precisava dizer isto antes de escrever. Esta emoção despertou minhas idéias. Por que?
Porque me vi ali, naquelas palavras, nos sonhos, sofrimentos, noites mal dormidas, desejos pessoais “empurrados pra frente”, renuncia em nome da saúde, das provas nas escolas, das apresentações ao fim do ano escolar, e por aí afora, tantas coisas que nem dá para enumerar.....
     Simone, não estou te plagiando, apenas te digo que esta é a vida de mais uma mãe, como tantas que estão neste mundo. Somos todas meio parecidas...
     Comecei cedo minha vida de ‘’adulta” , quando aos 15 anos me apaixonei por um  “jovem impetuoso e corajoso “, Luiz Carlos, e com ele formei minha família, e vivi toda esta vida de alegrias e agruras, mais alegrias, com certeza.
    Amei profundamente minha querida Giacomina = “Vó Nina”, embora tenha sido criada por ela de forma completamente diferente do que criei e eduquei meus queridos cinco filhos. Porém, uma coisa ficou igualzinha: caráter, garra, força para o trabalho, amor pela família acima de qualquer coisa, que ela me transmitiu, e eu que consegui transmitir aos meus filhos. Tenho muito orgulho (e não tenho medo de pagar este pecado)  de meus cinco filhos. 
     Recebi também de minha mãe o gosto pela cozinha , e através dela procuro agradar a todos que chegam à nossa mesa .As coisas sempre acabam acontecendo em volta da mesa , esta é uma tradição da origem italiana, que faço questão de manter.


-  Andréa, minha primeira “produção”, tão linda e exuberante quanto voluntariosa e determinada. Decoradora , mãos e criatividade de ouro, onde põe as idéias que fervilham em sua cabeça, tudo fica “maravilhoso”. Deu-me três maravilhosos netos.
Carlos Henrique, o numero um de todos, lindo, responsável, carismático, afetuoso !
Rafael, lindo, inteligente, acho que este herdou o gosto pela cozinha dos Corbellini, vá em frente meu gatão.
Sofia, princesa, linda, flor que já desabrochou em todo seu esplendor, e  em todos os sentidos!!



 - Helen, minha segunda flor, “nossa linda pretinha”, quantas noites mal dormidas por ela, pois conseguiu a proeza de passar por todinhas as doenças infantis, e mais algumas graves...Querida “doutora das leis”, sua espiritualidade nos orienta e guia nossos passos.
Helen trouxe Felipe, meu moreno lindo, já quase um homem,   possuidor de  um caráter forte e determinado, este ” promete” ...   


- Débora e Carla – meu duplo presente de Deus .
Primeiro a Débora, a mais velha das gêmeas, quando nasceram, ela estava com pressa, veio primeiro, e me deu um susto, pois esperávamos um “nenenzão”, e ali estava uma bonequinha, miudinha , que cresceria linda e forte, se transformando nesta mulher autêntica, sensata, equilibrada, que me dá tantos conselhos, e que me deu 02 lindos netos  loiros de olhos azuis, Gabriel e Beatriz, dois brilhantes preciosos  no colar da minha vida. Seu amor pelos animais se reflete em sua profissão - Veterinária .


Em segundo, 5 “ depois , logo em seguida , veio a Carla, para completar a “minha parelha”. Realmente, “minha parelha”, me fez mais completa e feliz, sempre falo que só quem tem a graça divina de ter filhos gêmeos sabe o que isto representa. São alegrias duplas, momentos únicos, felicidade dupla, obrigada meu Deus, por esta  benesse. Carla transformou-se em uma mulher guerreira, exemplo de vida, a força de nossa família para seguir sempre em frente,  exemplificando sempre que problemas vem e vão, mas que a fé que nos move, nos sustenta. Fisioterapeuta , reflete em sua disponibilidade interior a profissão que escolheu . Há sete anos apareceu-lhe  um problema de saúde, que as vezes aparece com sua sombra no horizonte de novo, mas, ao invés de sermos nós, ela é que nos dá força para superarmos e acompanhá-la em sua jornada. Seus  dois frutos, Caio e Rodrigo, são dois meninos lindos;  o Caio é meu fã incondicional nos meus “ quitutes e geleias” e o Rodrigo,  espontâneo e descontraído em suas colocações, acho que será “ o protetor dos avós” , lá no futuro .....


         Por fim, quando eu achava que nada mais ia acontecer, chegou meu único filho homem, que traz o nome do pai, Luiz Carlos Júnior, e que realmente foi o fecho de ouro para minha maternidade. Foi uma experiência ímpar, e um desafio criar um filho homem, ao lado de quatro mulheres. Hoje posso dizer que obtivemos, eu e o Luiz Carlos, meu companheiro de 48 anos, muito sucesso em nossa empreitada, Júnior é lindo, por dentro e por fora, homem com H maiúsculo, amigo das irmãs e de todos, ótimo pai e marido, enfim, tudo o que um pai e uma mãe poderiam desejar.  Apesar de ser “um mestre nas vendas” (saiu ao pai, com certeza), se arrisca muito bem também pelo mundo da cozinha, (nisto saiu à mãe....).Tem três lindos meninos, Victor, o mais introspectivo dos netos, mas que consegue externar seus desejos e afetos, e muito bem , Thiago, amorosíssimo, que a cada visita, quando vem lá de Floripa, me deixa mais feliz por ser sua avó. E por ultimo, o nosso mais novo Gomes, o “nosso japinha”, Luiz Guilherme , lindo bebê, que tem enchido nossa vida de alegria,  que é fruto da união com a Carol, minha querida nora, mulher forte e destemida.
        Não poderia aqui deixar de agradecer aos meus genros, por existirem e terem ajudado a formar nossa família, sei que para eles sou uma 2ª mãe , e  assim  é nossa relação: respeito e afeto.
          Porque falei dos netos, e não só dos filhos? Porque eles são o mel da vida das mães e avós, só por isto, e completam  e compõem a vida da família. Sem eles, nossa vida  estaria vazia.
        Simone, obrigada pelo convite, espero não ter me alongado demais, mas deixei aqui meu coração, um pouco de minha vida: amor, alegrias, realizações, sofrimentos, dores, angústias,falta de dinheiro,muitos percalços, muito trabalho, muita coragem para migrar do Sul para esta hospitaleira terra de São Paulo, saudades , enfim , muitos resultados obtidos à custa de muita renuncia, compreensão e resignação, sim, tudo isto houve, mas a união e o amor que existe entre nós hoje, entre meu fiel companheiro de 48 anos de casados e eu , que nos permitiu formar este  “galho” Marisa e Luiz Carlos Gomes , a partir dos  “Clã” Corbellini e “Gomes”, são a felicidade incomparável .



      Segue uma receita, que a Vó Nina fazia, e que eu adoro: “Bacalhau ao Leite”


1 posta de bacalhau dessalgado (1/2 kg) - alecrim  fresco - 1 galho (só as folhinhas ), pimenta do reino à gosto,  1 c sopa de manteiga, 1 dente de alho esmagado ,  1 colher de chá de canela em pó, 1 copo de  leite.
Desfie o bacalhau, não muito, e refogue na manteiga com o alho amassado, por no máximo 4 minutos, e fique mexendo todo o tempo.
Coloque  o alecrim desfolhado e canela em pó, o leite , deixe ferver por 5 minutos e sirva. Comer com pão fresco. Bom Apetite!!!

Espero que tenham gostado como eu .
beijocas

     

sábado, 27 de abril de 2013

Chegou a minha vez no especial mães,depoimento de Simone...




Olá pessoas !!!

Hoje finalmente chegou o meu dia a minha vez de contar para vocês a minha história de mãe.

Quando eu pensei algum tempo atrás em como homenagear as mães acreditei muito em que ver uma mãe falar de seus  filhos seria a maneira mais simples e singela de dar a luz as mães ,pois qual de nós não fica enaltecida quando falam bem de nossos filhos ,então por que nós mesmo não fazermos esta tarefa e assim fizemos algumas de nós ,foram relatos lindos diferentes e todos eles com um grande ponto em comum O AMOR PELOS FILHOS.

Pensei como escrever e o que escrever ,sou uma pessoa  comum  que apenas descobriu  um caminho dentro da internet de fazer algo que esta vivendo no momento uma grande paixão, um blog,foi aí que resolvi  como contar para vocês  ....

Vamos a minha História então....




Eu sou a Simone ,uma mulher simples e  muito feliz  que desde sempre sonhou em ser mãe e casar, eu e quase todas as meninas da minha geração crescemos brincando de casinha de mamãe e filhinha e tudo mais neste universo feminino  que nos fosse permitido ,fui desta geração de gente feliz que tinha a rua para brincar com liberdade e felicidade e muito banho de chuva.

Foi assim que aos 23 anos recebi com muita surpresa um presente de Deus ,minha primeira filhota  a Camila ,crescemos juntas eu posso garantir ,ela me ensinando a ser mãe e eu inaugurando em mim a mulher que me tornei  com toda a urgência que ser mãe  e esposa tão jovem se fazia surgir, e é exatamente neste momento que se inicia na minha vida uma parceria inexorável com o Léo ,meu amor meu companheiro e aquele que dividiu cada momento da maternidade comigo e assim o faz até hoje 25 anos depois.

Minha linda Camilinha era uma boneca rechonchuda ,linda e desde o primeiro dia até hoje estabelecemos um combinado: seremos amigas para todo o sempre, e assim tem acontecido nossa história de amor.










Logo sem demorar outra grande surpresa, um novo presente enfim desta vez pesava 3,600kg e era um meninão tipo bebe  de revista lindo e risonho e muito maroto ,era Meu Marcelo.Desde pequeno Marcelo tinha uma energia inacabável para esportes e fui sua parceira em tudo que resolveu praticar,gritei,sofri e até hoje sou sua fã numero 1.








Quando eu falo que meus filhos foram um presente é porque assim acredito mesmo ,não foram planejados ,não constavam em nenhum dos nossos rascunhos ,mas chegaram e foram amados como nunca eu neste momento resolvi que para minha vida queria isso, conduzir meus filhos e minha casa ,escolhi meu futuro e posso garantir que nada mas nada mesmo pode me dar ou ter me dado mais alegria que esta escolha ,me sinto plenamente realizada ,isto não significou ficar parada no tempo como algumas possam pensar ,sempre fui e sou muito ativa .

Tornei a nossa história uma cumplicidade sou a maior fã e incentivadora de meus filhos ,foram anos de balé ,judô caratê futebol, sapateado ,tênis  basquete meu Deus quanto juiz eu já xinguei  hahaha .



Acredito piamente  em tudo que fiz nosso trabalho os transformou na pessoas que são hoje integras e preparadas mas  acima de tudo pessoas de bem e muito felizes prontas  a despeito de tudo para o mundo que lhes sorri pela frente.

Meus filhos são meu maior tesouro ,meu maior amor e fonte de muito orgulho ,hoje é muito lindo poder ver neles parte de mim ou do pai e perceber que o caminho que aprendemos juntos nos levou longe.

Agora já formados e iniciando a suas próprias histórias ainda assim serão meus eternos babys.





E neste momento com meus filhos já crescidos  foi novamente necessário emergir uma nova mãe dentro de mim, desta vez muito mais difícil ,ser mãe da minha mãe com uma parceria agora com mais duas mães as minhas irmãs.



Muito tenho lido a respeito deste momento ,e filminhos estórias e fotinhos lindas sobre a terceira idade ,mas a verdade é que no dia a dia a verdade é muito mais difícil ,quando me tornei mãe dos meus filhos dei a mão a quem aprendia e me desafiava por não conhecer ou para testar meus limites agora dou a mão para quem já viveu e aprendeu tanto que tem medo de não poder mais e me desafia exatamente pelo motivo oposto dos meu filhos agora ela sabe claramente quais são os meus limites.

Muito ouvi a respeito de não se tornar mãe da mãe ,alguém aí poderia levantar a mão e me gritar pelo amor de Deus como fazer!!!!!Novamente me vejo inaugurando uma nova mãe diferente mas com mesmos objetivos e errando por vezes mas tentando sem dúvida alguma , aproximadamente 2 anos atrás levamos um susto muito grande a possibilidade de perder  a minha mãe se tornou uma sensação muito concreta ,neste dia meu coração parou por alguns milésimos de segundos e vivi a maior tristeza que pude sentir,  ainda agora ao escrever me emociono, só quem me conhece profundamente pode notar o quanto sofri verdadeiramente ,e hj quando me vejo tomando as rédeas da sua vida me sinto responsável pelo ar que ela respira ,é muito diferente da mãe que fui com meus filhos por que além de tudo me sinto como refém da história que ela viveu ,das escolhas que ela fez e refletem na sua personalidade e na pessoa que ela se tornou e transforma nossa  relação por vezes em momentos difíceis.

Continuo aprendendo ,vamos tentando juntas minha minha mãe ,uma coisa só posso afirmar na minha relação com meus 3 filhos  é unanimidade ,é sempre muito mais difícil falar NÃO mas não me arrependo de nenhum ,pois foram também com eles  que crescemos  e andamos sempre para frente, talvez não nos passos que gostaríamos mas nos possíveis e um dia de cada vez.

Acho que me estendi de mais ,mas me empolguei gostaria de dividir com vocês uma receitinha que aprendi com minha mãe que já ensinei a meus filhos e ela aprendeu com a mãe dela minha querida vó Nina,este frango é parada de sucesso aqui em casa e nem preciso falar que minha paixão por culinária veio da minha mãe e já se estendeu a minha querida filha que já cozinha como ninguém e a meu Marcelão  que  também se arrisca com sucesso na cozinha.



Meus filhos meus amores,espero que um dia vocês possam me amar metade do que eu amo vocês  e este amor para mim é minha maior homenagem,não existe um só presente neste mundo que me alegrem mais que seus sorrisos eu morro de orgulho de  ter vocês como filhos.





FRANGO COM CANELA!!!!




Sobrecoxas de frango o quanto baste para sua família.
Canela em pó
Um pouco de açúcar e sal a seu gosto
Cebola e alho a gosto.

Modo de preparo


Refogue a cebola e olho a seguir coloque uma pitada de açúcar no fundo da caçarola deixa caramelizar coloque o frango  sem pele já temperado com sal e o que mais gostar a seu gosto e polvilhe então a canela em pó a seu gosto (EU COLOCO BASTANTE)e vá dourando e virando de uma lado e do outo até que fique bem moreno e macio ,acrescente água até cobrir o frango e deixe cozinhar até que o frango esteja bem macio e o molho grosso e reduzido.
Sirva com um arroz branco ou com uma polenta bem molinha feita com manteiga e queijo.

Espero que tenham gostado como eu gostei de dividir com vcs.
beijocas 
simone 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Especial mães,hoje é com você Carmem Olmos Figueiredo!!!!

olá gentem!!!!!

Como vão vocês,eu ando por aqui com uma gripe de matar .coisas do nosso outono seco não é mesmo.

Hoje vamos curtir o depoimento da Carmem,uma mulher destas de fibra ,garra de leoa mesmo,eu conheço a Carmem a muitos anos ,nem vamos falar em datas mas posso garantir que o guarana de rolha já tinha saído do mercado hahahaha.

Depois de tanto tempo ela se mantem intacta no seu carácter e com um coração que a cada dia cresce mais,uma pessoa doce e amorosa ao extremo e dedicada em tudo que faz,ela nos conta uma estória destas de infância de seus filhos que vai nos divertir,quantas de nós já não passamos por apuros com nossos babys não é mesmo.

Depois para combinar com sua alegria vamos  conhecer uma maneira linda de preparar lanches para nossos pimpolhos.Você sabe o que é um Bentô????

Vamos a estória da sua história então,com vocês Carmem Olmos  Figueiredo !!!!




Meu nome é Carmen Silvia Olmos Figueiredo tenho 49 anos, casada ha 27, com Luis Orlando Jornalista, e mãe de três filhos maravilhosos:

GABRIELA 26,Orlando 23 e Fernando 21

Sempre sonhei em me casar e ter filhos
Por mais de 18 anos dei aulas de sapateado minha paixão até os dias de hoje, mas a vida me levou a outros destinos.

Me mudei algumas vezes de cidade, mas isso me trouxe muita coisa boa ...novas amizades, novos horizontes, novos olhares para a vida.

Fiz uma especialização em psicopedagogia, depois pedagogia e por ultimo me especializei em saúde mental.
amo gente!!!

AMO CUIDAR DE GENTE.

Dizem que mimei meus filhos, mas como sempre digo ,só tenho eles, e não terei mais, então quero deixar o melhor de mim.

Tento ainda ser muito 'liberal", mas no bom sentido, nada contra os valores antigos ou totalmente obsoletos que fui educada.

Repudio qualquer falta de dialogo, amor, compreensão, e cumplicidade entre eu e meus filhos
Gostaria de contar uma rápida estoria

Morávamos em São Carlos, em um prédio delicioso, enorme, com uma área boa para as crianças brincarem, e piscina também

Mas todos sabem como são as crianças né?

Uma DIA meus filhos e os amigos, desceram para brincar pelo prédio,, como costumavam fazer sempre

De repente, um amigo sobe ao meu apartamento, com cara de medo.

Eu pergunto o que havia acontecido, e ele não responde.

Resolvo descer para ver .....

Quando desço não encontro nenhum deles la embaixo, e saio a procura deles.

o Zelador ( um chato de galocha), me chama e diz que estava a procura das crianças, porque um morador, havia visto a "criançada" fazendo xixi nos vasos das entradas dos halls do prédio.

Eram vasos enormes, lindos, eu não queria acreditar no que acabava de ouvir.

Voltei para subir, e ao lado havia um vaso, e de repente, um cheiro de morrer ....XIXI, MAIS XIXI, MAIS XIXI
Queria matar um por um .

Me lembrei que a mãe de um deles era uma fera, e ele iria apanhar muito. Então saio como uma louca, comprei sacos de terra para jogar nos vasos

Esperei anoitecer, desci, . fui nos vasos um a um concretizar a missão mais sem vergonha que uma mãe poderia fazer em sua vida.O CHEIRO SUMIU, E ELES TAMBÉM.......
NÃO FOI UMA MEDIDA EDUCATIVA COM CERTEZA, MAS O AMIGUINHO QUE ATÉ HOJE FREQUENTA MINHA CASA, SE APANHASSE, EU FICARIA MORTINHA POR DENTRO
FIZ E NÃO ME ARREPENDO.


No Japão o BENTÔ é uma refeição individual servida em uma caixinha,Apesar de  estarem disponíveis em várias lojas o preparo atraente é considerado uma habilidade essencial de uma dona de casa japonesa  e as mamães preparam cada lanchinho para seus filhos de matar uma ocidental de inveja,eu pelo menos hahahah..


Se inspire nelas!!!




















Espero que tenham gostado.
Beijocas 
simone


Fontes:fotos retiradas da internet  somente para fins ilustrativos.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Especial mães ,hoje chegou o dia da Célia

Olá pessoas!!!!

E aí me contem o que tem achado dos depoimentos destas mães tão especiais que toparam falar com agente e abrir seus corações.

Hoje quem vai falar é a Célia,nosso vinculo remonta a muito tempo por conta de nossos filhos Camila e Caio,que estudaram a vida toda juntos até na faculdade,cada um em um curso diferente mas no mesmo lugar,as formaturas ,primeira comunhão enfim uma amizade linda de uma vida toda,  amigos verdadeiros são pequenos tesouros não é mesmo e por isso pedi a Célia que me escrevesse algo sobre ela e os filhos.

 Célia é  mais uma destas guerreiras que trazem no coração a doçura de ser mãe  ,recentemente pude acompanhar em seu blog toda a sua preparação e o caminho percorrido por ela em Santiago de Compostela vale a pena ser lido,além de ser muito bem escrito tem um relato lindo e cheio de fotos,se vc pensa em ir vá até o blog que ela tem várias dicas http ://pespoepedras.blogspot.com.br/,vale a pena e  super recomendo.

Quando pedi que escrevessem  pedi que se possível  viessem com receitas e Célia fez com muito carinho,desta vez as receitas são dela e acredito que devem ser ótimas ,eu vou testar viu Célia,obrigada do fundo do coração de dividir sua intimidade com a gente,de tudo que li no seu blog ao acompanhar sua caminhada uma coisa realmente me encantou e neste mento gostaria da sua licença para dividir com quem nós lê neste momento,abaixo a citação que retirei de seu texto:


Surpreenda-se! Quer coisa melhor do que a gente se surpreender com alguma coisa que nós mesmos fizemos?? Não é legal?


 "É bom quando descobrimos que podemos surpreender a nós mesmos, faz pensar no que mais podemos fazer e havíamos esquecido."
(Filme Beleza Americana)


Vamos ao texto da Célia então:





“Ai, grande jantar mineiro
que seria esse... Comíamos,
e comer abria fome,
e comida era pretexto.”
Carlos Drummond de Andrade

Falar sobre família, filhos sempre é desafiador. São tantas histórias, tantos acontecimentos, que marcam as nossas vida,  nos transforma e nos fazem mais felizes. Quando tudo acontece ao redor da mesa, conseguimos agregar mais cor, sabor e aromas, sempre inesquecíveis. É ao redor da mesa que a família reunida comunga e reforça os vínculos, como diz o poeta, a comida é pretexto.
Para uma família como a minha, com 3 filhos homens, Lucas com 28 anos, Caio com 24 e Mateus com 21, a cozinha permanece aberta 24 horas por dia! Além de que a criatividade deve estar sempre a solta. Vocês podem imaginar qual a frase que mais escuto aqui em casa? “-Mãe!! O que tem para comer???!!”
Com um time desses,  os pratos mais apreciados são muitos! Quando eles eram pequenos, sempre oferecia uma mesa diversificada com legumes, verduras e frutas, mas tinha que ser tudo já cortadinho e fácil de servir. Conforme foram crescendo, os pratos foram ficando mais sofisticados e hoje fazemos até compatibilizações com vinho, além de sugestão de pratos e ingredientes.
Com o passar do tempo, a família vai aumentando e a mesa tem que crescer, amigos, família e namoradas também têm suas preferências. Atualmente os pratos preferidos são Risotos variados acompanhados de filet mignon ao molho de gorgonzola e musseline de mandioquinha.



Vamos às receitas:

Risoto de abobrinhas, presunto de Parma e ameixas pretas

2 xícaras de chá de arroz arbóreo
1 e ½ litro de caldo de legumes
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de azeite extra virgem
1 cebola grande picada
1 abobrinha italiana picada
100grs de presunto de Parma picado
50 grs de ameixas pretas picadas sem caroço
50 grs de queijo parmesão ralado
Sal a gosto
1 cálice de vinho branco
Cheiro verde picado
Coloque o azeite na panela e refogue a cebola, acrescente o presunto e mexa bem, coloque o arroz, acrescente o vinho e mexa até que os grãos de arroz estejam um pouco transparentes. Vá acrescentando o caldo de legumes aos poucos. Coloque a abobrinhas e a ameixa picada e mexa. Verifique se o arroz está cozido al dente. Desligue o fogo e acrescente o queijo ralado e a manteiga. Verifique o sal e acrescente o cheiro verde. Sirva quente e cremoso.

Filet Mignon ao molho de gorgonzola

1kg e meio de filet mignon cortado em medalhão de 1 e ½ dedo de espessura
2 fatias grossas de queijo gorgonzola picado
3 colheres de sopa de requeijão cremoso
½ xícara de leite
½ caixa de creme de leite
Sal a gosto
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de azeite extra virgem
Coloque metade do azeite e da manteiga numa frigideira larga e coloque os filés para dourar até que estejam macios. Coloque-os numa travessa.
Na mesma frigideira coloque o leite para que solte o líquido que ficou no fundo, acrescente o requeijão, o queijo gorgonzola e continue mexendo até derreter.  Acrescente o creme de leite e aqueça. Verifique o sal.
Coloque o molho sobre os filés que estão na travessa.

Musseline de mandioquinha

1 kg de mandioquinha lavada, descascada e picada grosseiramente
1 xícara de leite
1 colher de sopa de manteiga
½ caixinha de creme de leite
Sal a gosto
Cozinhe a mandioquinha, escorra e coloque no liquidificador com 2 conchas da água do cozimento, a manteiga e o leite, o sal e o creme de leite aos poucos  e bata bem até obter o creme. Faça esse processo em 2 etapas, para que o copo do liquidificador não fique muito cheio. O creme não pode ficar muito mole (ou então servirá como sopa). O importante é acrescentar a água, o leite e o creme de leite aos poucos até dar o ponto.
Monte os pratos com o risoto, o filet e a mandioquinha.
Bom apetite! Aprecie sem moderação.

Pelo caminho se Santigo......


Espero que tenham gostado.
Beijocas
simone

domingo, 14 de abril de 2013

Especial mães.Hoje quem nos fala é Ana Aragão.

Olá pessoas!!!

Ando no meio de um turbilhão de coisas e não tenho tido tempo de estar aqui todos os dias,mas prometo que já já retornarei com mais frequência!!!!

Hoje  mais uma vez  seremos brindamos com um texto lindo,um depoimento sincero e mais do que apaixonado de uma mãe que no momento esta separada sua filhota por um oceano e cheia de saudades,esta separação é momentânea,Ana esta estudando perto de Londres e só quem conhece este amor de perto sabe o tamanho desta saudade e da coragem desta Psicologa ,professora, Mestra ,doutora,  e tudo mais que  estudo e árduo trabalho lhe permitiu  e devo lhe confessar que hoje seu titulo para nós é de mãe e este você exerce com uma grandeza e amor inconfundível.

Pedi a Ana este carinho de escrever para gente porque além de ser uma mulher de muita coragem tenho nela uma admiração profunda por sua alegria e fé na vida ,ela é umas desta mulheres que correm,estudam trabalham e amam, tudo ao mesmo tempo de unhas sempre feitas e no salto e com  um sorriso lindo,obrigada Ana pelo prestigio com meu blog e por mim ,quando li seu texto me emocionei,seu amor pela sua Bia sempre me emociona.E como vc sempre fala A gente está gostando muito.....Bjs no seu coração.

Vamos ao Depoimento de Ana Aragão;






 A maternidade... Esta é uma palavra que tanto pode representar um edifício em que as mulheres grávidas vão até lá para ter seus bebês, como também, pode representar uma condição que altera nossa vida para sempre...

 Penso, entretanto, que ambos os sentidos da palavra transformam nossa vida  de uma forma irreversivelmente deliciosa...

 Sempre quis ser mãe, e sempre quis ser mãe da Bia. Nao poderia ser um "Bio", como costumo brincar, tinha que ser mãe de menina, da minha menina.

 Depois de 6 longos anos de tratamento para tentar engravidar, tendo feito 11 inseminações artificiais, descobrimos que a maternidade poderia também estar ao meu alcance sem uma gravidez regular, da forma como todos nós a conhecemos. A partir desta decisão, depois de exatos 42 dias, adotamos a nossa filha. Foi um período de espera muito curto? Claro que sim, mas, dependendo do ponto de vista, durou 6 anos, não foi?

 Quando participamos da reunião da Associação de Pais Adotivos, eles nos sugeriram, gentilmente, que devíamos prestar atenção no nosso sentimento quando fôssemos receber a criança. Segundo eles, seria bom que ouvíssemos um sininho a tocar dentro de nós, dando-nos a certeza de que era a ligação de almas que estava a ser feita.

 Recebi a notícia de que a Bia havia nascido no dia primeiro de abril. Imagine que logo pensei que era um trote, uma brincadeira pelo dia da mentira, mas, imediatamente soube que era o momento mais esperado da minha vida: estar com minha filha nos braços. Ao recebê la, não ouvi um sininho a tocar, mas o carrilhão de uma enorme catedral, junto com a bateria da escola de samba que vinha do meu coração acelerado.

 Desde que ela era muito pequenininha, lhe contei sobre a adoção. Nunca lhe disse que ela era minha filha do coração, mas, simplesmente, que ela é minha filha e que outra mulher emprestou a barriga para mim.

 Nunca houve problemas. Uma vez, estávamos na piscina da minha casa com uma coleguinha da Bia, que esperando ela se afastar, me perguntou: Tia, quem é a mãe verdadeira da Bia? E lhe disse: sou eu! Muito prazer!!

 Quando a Bia viu o movimento que eu fiz de apertar as mãos da menininha lhe cumprimentando, veio até mim e falou: o que foi, Mãe? E eu lhe disse: ela tá querendo saber sobre a sua adoção  Filha. E a Bia respondeu: ah, ela tá querendo saber se a gente se ama! E pulou na piscina toda felizinha da vida.

 Desde o início da minha maternidade, nunca quis (nem tentei!) ser uma mãe normal (acho que nunca conseguiria mesmo!). Temos uma relação de tamanha intimidade que, mesmo agora, estando eu a milhares de quilômetros de distância, partilhamos sentimentos e palavras, atos e emoções.



 Ela tem, hoje, 21 anos de idade. Uma grande e linda mulher, por dentro e por fora. Sabida, danada, simpática e feliz.

 Há alguns anos, resolvi que deveria aprender a cozinhar alguma coisa pois acredito que este seja mesmo um ato de amor, em que você tempera as relações e os pratos, numa intimidade partilhada no espaço da cozinha. Sabe qual é o prato preferido que ela gosta que eu faça, assim, de repente, sem termos combinado nada? Risoto de palmito!

 Agora, a receita, fica por conta desta mulher palpiteira que nos enche os olhos e a alma de pratos maravilhosos, não é, Simone?

 Venha, vamos um dia combinar que eu também farei um risotinho pra você ir lá em casa partilhar deste amor imenso que nos une. Agora e para sempre.

                                                             Ana Aragão.

Vamos fazer juntas então este tal risoto para Bia quando você voltar  separei uma receita que gosto muito e espero que vocês gostem também.esta receita ei tirei do naminhapanela.com,é bem fácil e está muito  bem explicadinho.


Risoto de Palmito





você vai começar refogando 1 cebola pequena cortada em cubos em 1 colher de sopa de manteiga. quando a cebola estiver bem macia, você vai adicionar 1 xíc. e meia de arroz arbóreo e, em fogo baixo, vai deixar o arroz “fritar” um pouquinho… aí é adicionar 1/2 xíc. de vinho branco, deixar ferver um pouquinho e colocar 1 xíc. de caldo de legumes*… aí pessoal uma pausa… a probabilidade de você usar só isso de líquido é mínima, rs… mas eu prefiro ir colocando aos pouquinhos para ele ficar no ponto certo, por isso eu faço assim… quando a água começa a secar e percebo que o arroz ainda não está no ponto, vou completando com um tantinho de água… quando o arroz estiver macio é hora de colocar 150g de palmito cortadinho, 100g de queijo parmesão ralado (do bom mesmo e sem ser de saquinho) e para finalizar 1 colher de sopa generosa de manteiga .

E como eu sei que você gosta dos meus suflês resolvi te presentear com esta receita que achei no www.almanaqueculinario.com.br




Suflê de palmito e queijo




Ingredientes

2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 xícara de chá de leite
50g de queijo parmesão ralado
3 ovos (claras e gemas separadas)
sal e pimenta-do-reino a gosto
1 vidro de palmitos cortados (300g)
margarina e farinha de trigo para untar

Modo de preparo

Leve ao fogo a manteiga, espere derreter e junte a farinha de trigo, mexendo até dourar
Acrescente o leite e mexa até formar um creme
Junte o queijo ralado, as gemas, sal, pimenta e o palmito, misturando bem
Por último, adicione as claras batidas em neve
Coloque em um refratário redondo, untado e enfarinhado e leve ao forno, preaquecido, por 30 minutos ou até que ao enfiar um palito, ele saia limpo
Retire do forno e sirva em seguida

Espero que como  eu vocês também tenham gostado.

Beijocas

Simone






quinta-feira, 11 de abril de 2013

Especial mães ,desta vez quem nos fala é a Cibele.

Olá pessoas!!!

Mais uma vez um depoimento lindo e apaixonado de uma mãe,quando pedi que as pessoas escrevessem sobre suas relações maternais a principio pedi estórias qual não foi a minha surpresa quando chegaram histórias ,verdadeiros relatos carregados da  verdadeira essência do que acredito ser verdadeiramente o papel de ser mãe .

Cada depoimento vem carregado do mais puro amor,não é fácil mesmo este papel e os babys não chegam com manual não é mesmo,mesmo assim todas vão desvendando este caminho sem volta que é o de ser mãe.

Estou adorando perceber que escolhi o caminho certo para esta homenagem,quando se pede para uma mãe falar dos seus filhos ela se inflama e fica iluminada,linda como merecem realmente.

A Cibele abriu o seu coração mesmo,contou para gente além das suas alegrias algumas angustias,desvendando assim o que muitas mulheres sentem e não tem coragem de se permitir se quer reconhecer estes sentimentos,eles são normais e é possível resolver as angustias maternas com muito amor.

Nunca mais vou me esquecer das palavras lindas de Hilda lucas que tu leu no dia em que a Manoela foi para os EUA fazer faculdade,não foi  com a boca e nem com o coração foi com o útero,o texto se iniciava assim;


La vai minha filha do olho grande, da pele morena e do cheiro de feijão. A menina que estreou a mãe em mim. A menina que chegou trazendo todo um universo de novidades: emoções, medos, encantamentos, aprendizados. Crescemos juntas: eu aprendendo a ser mãe e ela aprendendo a ser ela mesma. Descobrimos duas palavras mágicas: ela me chamou mãe e eu a chamei filha. Palavras novas e tão viscerais que pacientes esperavam para se cumprir.....E por aí vai quem quiser conhecer melhor é só procurar por Hilda Lucas é no MDEMULHER é muito lindo.

Vamos ao depoimento da CIBELE  então:




Simone  me pediu que contasse a minha história de maternidade. Então pensei, uma coisa tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil.... Bem vamos ver se eu consigo.

Eu sempre fui uma mulher que não fez planos de casamento e maternidade, sempre me preocupei sim em fazer uma carreira. Aliás eu nunca  pensei  que fosse me casar, quem dirá ter filhos, razão pela qual curti muito a infância de meus sobrinhos, pois sempre imaginei que fosse isso que o destino me reservava. Até que veio a Manoela ( hoje com 19 anos ).

Foi uma gravidez com fortes emoções e  por conta disso,   eu  me apeguei muito aquela “ barriga “. Quando veio a confirmação de que era uma menina então...., não me cabia de alegria, me lembro exatamente daquele dia. Vibrei muuuito.

Eu que nunca imaginei que um dia fosse ter filhos, encontrava-me completamente embriagada de alegria de ter aquele coração batendo dentro de mim, é algo que somente uma mãe consegue sentir, pois é indescritível, inigualável.

Bem, até que chegou o grande dia, quando a Manu, resolveu dar as caras ao mundo. Foi tudo muito rápido, parto normal ( e disto eu não abriria mão ), enfim tudo deu certo. Porém, algo não estava bem comigo. Ainda no hospital eu tinha uma sensação de um grande buraco em minha barriga e isto me acompanhou ainda por algumas semanas. O médico me disse depois  que era normal, que algumas mulheres tem esta sensação após ao parto.

Enfim,  parecia que faltava algo. E faltava,  a minha barriga que eu tanto gostava.
Estar grávida é algo de que eu realmente gosto muito, aquela barriga, aquelas sensações, é tudo muito mágico.

Bem, voltei para casa com a Manu nos braços e um buraco na barriga e assim seguimos por 6 anos, quando então Julio e eu resolvemos que era o momento de termos mais um  filho. A casa parecia vazia. A Manu sempre um encanto de menina, muito comportada não dando trabalho algum ( aliás é assim até hoje ). 

Faltava barulho de criança em casa!!! Isto sem contar a INSISTÊNCIA da Manu em pedir um irmão.

E assim, após três anos de tentativas, dois abortos, muito choro e tristeza veio o Pedrão. Foi um choque para mim saber que tinha um menino dentro de minha barriga, afinal somente tive irmãs. Minha irmã Isabela que tem dois filhos me deu de presente um livro chamado “ Criando Meninos “, para eu ir me familiarizando com este universo tão diferente do meu ( o feminino ).

Concluímos que queríamos um nome de um Apóstolo para o nosso filho, foi então que ficamos em dúvida entre Pedro e Tiago. Até que eu entrei no quarto mês de gestação e a médica me disse que o risco de um novo aborto era igual de qualquer outra mulher. Fui então ao Santuário de Maria Desatadora dos Nós um dia a tarde para agradecer. Quando cheguei lá, estava tendo missa e o sermão do padre falava sobre Pedro.
Pronto!!! Estava decidido, seria Pedro!!!

E assim foi, nasceu Pedrão um lindo garoto, ( também de parto normal ). Manu não cabia em si de alegria, seu sonho sendo realizado, enfim um irmão. Estávamos felizes, eu totalmente realizada e a família completa,  assim pensávamos nós.

Com o nascimento de Pedro, descobri que toda  mulher deveria ter um filho homem. Eu adorei. Pedro mesmo tendo brincadeiras abrutalhadas é um doce de garoto, muito carinhoso comigo, amoroso, preocupado, enfim tudo de bom!!!!

Acontece que a vida nos reserva grandes surpresas e as coisas nem sempre saem conforme o planejado!!!!!
Então, por conta disto, quando Pedro tinha 6 meses fiquei grávida da Noêmia, confesso que a tristeza se apoderou de mim. Foi uma gravidez difícil até com acompanhamento de psicólogo, pois tinha medo de ter depressão pós parto e não aceitar a minha filha, sim, era outra menina.
Mais uma vez tudo deu certo, apesar da gravidez “ complicada “ quando a Noêmia nasceu e o médico a trouxe para eu ver,  ainda na sala de parto eu lhe pedi perdão e tenho a certeza que ela aceitou. Neste momento o  amor que eu senti foi tão avassalador e instantâneo que eu cheguei a ter medo.
É um encanto de garota, penso ser a filha mais parecida comigo, não fisicamente, apesar de ser a única morena como eu.

Durante a gravidez da Noêmia, eu pensava: Como pode, eu que acreditava  que  não teria filhos agora terei três......

Hoje eu sei porque de tudo isto:
Aconteceu isto comigo,  para eu me perceber melhor, pois Noêmia é agitada, impulsiva, danada ( como eu era na infância ) questionadora, transgressora, alegre, enfim,  sou eu.....
Aconteceu isto comigo, pois assim ficou perfeito. O Pedro ganhou uma companhia, pois a Manu apesar de querer muito um irmão a diferença de idade é muito grande. Pedro e Noêmia SÃO GRANDES PARCEIROS.



Hoje sei que aconteceu isso comigo para eu ficar completa, sou uma mulher totalmente realizada e feliz e se eu não tivesse qualquer um dos meus três filhos na minha vida, esta não teria as mesmas cores que tem.
Tenho a certeza de que aconteceu isto comigo pois sou abençoada por Deus, por ter me dado os meus três filhos amados e por isso serei sempre eternamente grata.

Hoje, vivo em função dos meus filhos. Bem,  tenho sim a minha carreira, talvez se eu não tivesse tido meus filhos estaria melhor profissionalmente, mas ao dizer sim a Manu, fiz uma escolha, a qual não me arrependo, ESCOLHI SER MÃE.

Hoje, perto de meus 50 anos tenho a certeza que por melhor que a minha carreira pudesse estar, COM TODA A CERTEZA DESTE MUNDO não estaria melhor do que a vida que tenho hoje.  Não foi fácil abrir mão de alguns projetos profissionais, mas hoje sei que fiz as escolhas certas.

E é por isso que quando minha filha Manu foi embora para fazer faculdade nos EUA o ano passado eu sofri, pois foi um pedaço de mim  me foi arrancado e foi neste momento que descobri que quando um filho nasce começamos a nos despedir dele no mesmo instante. Nosso ele só é quando no ventre. Depois somos seus abrigos, seus condutores, seus provedores sem nunca esquecer que eles começam a ir embora no dia que nascem. No começo o tempo parece parar. A plenitude da maternidade e a dependência dos pequenos criam uma ilusão de que será assim para sempre. Mas não, eles crescem inexoravelmente em direção à independência.

O dia da grande partida.....


Resumindo, se na minha juventude, quando eu somente pensava na minha carreira, alguém me dissesse que um dia eu seria uma mãe e mulher EXTREMAMENTE FELIZ por fazer em um sábado ou domingo um estrogonofe para minha família ( COMIDA  PREFERIDA DE MEUS TRÊS FILHOS ) eu daria muita risada.
No entanto, hoje me encontro, contando nos dedos o dia em que a Manu vai chegar para então com a família reunida eu fazer um belo estrogonofe!!!

Esta é a vida, que assim seja, Amém!!!

Cibele tem uma receita do site panelinha  que eu adoro,vou colocar aqui quem sabe é diferente da tua,beijos no teu coração e obrigado pela linda história.



ESTROGONOFE DE CARNE


Tem gente que acha a receita chique. Outros acham datada. Mas ninguém resiste a um estrogonofe bem feitinho. E essa receita é deliciosa. Autor: Panelinha
Ingredientes
600 g de filé mignon limpo
250 g de cogumelos-de-paris
1 cebola grande
1 alho
250 ml de creme de leite fresco
1 colher (sopa) de extrato de tomate
1 colher (sopa) de catchup
1 colher (sopa) de molho inglês
1 colher (sopa) de conhaque
azeite a gosto
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo
1. Numa tábua, corte em fatias os cogumelos-de-paris. Se preferir, você pode substituí-los por champignon em conserva, mas o resultado será um prato com sabor menos elegante. Reserve os cogumelos e pique fino a cebola e o alho.
2. Corte o filé mignon em vários bifes finos. Corte cada bife em tiras.
3. Numa panela grande, leve ao fogo alto um pouco de azeite, cerca de 1 colher (sopa). Quando estiver bem quente, junte a metade da carne e mexa bem para dourar e selar as tiras de mignon. (Se colocar toda a carne de uma vez, ela esfria a panela, solta um líquido e acaba ficando dura.) Retire a carne da panela e repita o procedimento com a outra metade, regando com mais azeite.
4. Quando estiver dourada, transfira a carne da panela para o recipiente com a primeira metade. Volte a panela ao fogo médio, sem lavar (esse queimadinho é que dá o sabor a receita), regue mais um pouco de azeite e refogue a cebola até murchar. Junte o alho e misture por mais um minuto.
5. Junte as fatias de cogumelo à panela e refogue até que fiquem macias. Junte a carne selada à panela e misture bem. Na sequência, coloque todos os outros ingredientes e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, até engrossar um pouquinho, por cerca de 5 minutos. Desligue o fogo e sirva imediatamente.

Espero que tenham gostado!!!
Beijocas
Simone














terça-feira, 9 de abril de 2013

Especial em homenagem as mães,Depoimento de Ana Elizabeth.

Olá gentemmm!!!!

Estive fora do ar por uns dias,estava cuidando da minha prole,mas já estou aqui e cheia de energias,estes dias fora me fizeram pensar em algumas maneiras de homenagear as mães  afinal já já esta chegando o dia,e por acreditar que todos os dias SÃO LITERALMENTE ESTE DIA resolvi fazer diferente,este ano meu carinho vai estar em forma de depoimentos,pedi para algumas mulheres escreverem sobre suas experiencias sejam elas quais sejam de maternidade assim veremos que esta homenagem quem nos fez foi Deus que nos deu este presente como dom....

Os depoimentos serão colocados aqui na integra exatamente como foram descritos por elas, vou adorar contar as suas histórias,o texto e a emoção serão delas e o prazer todinho nosso.

Pedi que se pudessem ou coubesse  em seus relatos falassem a respeito de receitas especiais entre mães e filhos,e para algumas farei pequenas sugestões se  assim couber.

Pensei muito em dar inicio com a minha história como mãe,mas ao receber a da Ana ,que eu prefiro chamar simplesmente de Aninha, senti uma grande emoção,seu texto bem escrito e cheio de amor transbordou em mim de uma maneira que finalmente resolvi que encerrarei este ciclo,pois só assim seria mais justo.





Vamos a elas,a primeira:


Aproveitem esta que Foi escrita com muito Carinho pela Aninha!!!!










A pedido da minha prima Simone, vou contar um pouco sobre o parto do Lucas. Já faz tempo que eu estou procrastinando o meu relato de parto, mesmo. Tá na hora!
Lucas nasceu na sala do nosso apartamento em Leuven, Bélgica, no dia 11 de junho de 2011. Escolhi parto domiciliar porque nunca vi o nascimento como um evento médico. Não gosto da ideia de que parto é algo perigoso, tipo uma bomba-relógio prestes a explodir. Parir é bom. Empodera. Tem dor sim, mas não sofrimento. É um dia feliz! A cada intervalo entre as contrações eu chegava a dormir dentro da banheira, encostada no meu marido. Num parto natural, ninguém te toca sem que haja o teu consentimento. Tive dois exames de toque (que toque, nem senti!) a meu pedido, pra checar a dilatação. No primeiro, já estava com uns seis dedos. O segundo mostrou dilatação total. Minha parteira, que cuidou de mim durante toda a gestação, olhava-me com carinho e reverência. Media os batimentos do bebê com frequência, dentro da água mesmo. Lembro-me de um momento em que ela usou o doppler  durante uma contração, e exclamou ‘é um atleta!’. 
O Lucas nasceu quando eu estava com 40 semanas e três dias de gravidez. Lembro de ter acordado às 3 e 20 da manhã com cólicas leves, e já perdendo um pouco de líquido, junto com o sinalzinho de sangue. Avisei o Marcelo que o nenê nasceria no dia seguinte e voltei a dormir. Tive um pesadelo: os vizinhos podiam espiar meu parto através de um buraco na parede! Marcelo me acordou e abraçou, eu me acalmei e voltei a dormir. Sonhei com um entardecer lindo na praia, com o barulho das ondas. Acordei por volta das 7 e meia, como usual. Combinei com o Marcelo de não revelarmos pros meus pais e minha sogra (que estavam lá na Bélgica) que eu já estava em pródromos. Não queríamos despertar a ansiedade de ninguém. Não ia ajudar em nada. Liguei para minha linda parteira Barbara e deixei-a de sobreaviso.
O dia foi passando, almoçamos calmamente a comida preparada pelo meu pai. Lá pelas duas e meia da tarde, disse a todos que o bebê ia nascer e que precisávamos de calma e privacidade. Os avós seguiram para seus hotéis. Lembro então de sentar-me numa cadeira confortável no meu quarto, de frente pra bela vista da minha janela. E fechar os olhos, respirar profundamente  e deixar o processo seguir em frente. A partir daí, fui perdendo a noção do tempo. Entrei num estado de consciência que a minha obstetra brasileira, Dra. Carla Polido, chama de ‘Partolândia’. Nesse estado, o cérebro racional cede terreno para o mundo das emoções mais viscerais.
Num parto natural, tudo o que favorece a dilatação e a descida do bebê precisa ser favorecido. Andamos, se sentimos vontade. Comemos, se sentimos fome.  A movimentação livre facilita bastante o processo. Lembro-me de que, de pé, as contrações ficavam muito fortes. Peguei um rodo e usei-o como bengala por um tempo. Depois deitei-me no sofá da sala, vocalizando. O Marcelo ajudava-me fazendo a contagem das contrações. Chamaríamos a Barbara quando o intervalo estivesse menor do que 5 minutos entre cada onda.
Esse momento chegou lá pelas seis da tarde. Barbara disse que estaria lá em cinco minutos. Ela chegou e sorriu para mim. Seu olhar não era de preocupação, de ansiedade, nem  era um olhar técnico. Era o olhar de uma mulher que conhece e admira a capacidade feminina de gestar e parir. Eu e  o Marcelo seguimos com a contagem das contrações, e a Barbara disse, rindo um pouco: não precisam mais contar! Perguntei a ela: já posso ir pra banheira?





 Ela disse: claro! Num piscar de olhos de parturiente, a banheira estava montada no meio da minha sala, cheia de água quentinha. A sensação foi maravilhosa, a dor das contrações diminuiu muitíssimo. Daí pra frente, não me lembro de muita coisa.
Transcorrido algum tempo desde que eu havia atingido a dilatação total, o trabalho deu uma parada. A parteira auxiliar, Ann, chegou. Era sinal de que o bebê estava próximo. Eu sentia muita sede. Lembro de ter tomado vários copos d’água. Ann sugeriu que eu comesse alguma coisa, mas eu recusei.  Barbara perguntou-me se havia algo que eu quisesse falar. Ela tentava facilitar a minha entrega ao expulsivo, a hora de fazer força e deixar o bebê nascer. Esse é o momento da transição do trabalho de dilatação para o trabalho de expulsão. É a hora  em que as mulheres costumam querer entregar os pontos, pedir anestesia, cesárea, etc. Eu disse ‘não consigo mais, não vai dar’. As duas parteiras prontamente disseram que eu estava indo muitíssimo bem, que o Lucas estava a caminho.  E então veio uma contração diferente. Não era mais contração, era força.
Barbara gentilmente sugeriu que eu mudasse de posição na banheira. Até então, eu tinha ficado sentada, com a cabeça recostada na borda macia da piscina inflável. Então, virei-me e fiquei em quatro apoios. Mas a dor foi muito intensa e eu não consegui. Então, tentamos a banqueta de parto (um banquinho que dá passagem ao bebê, permitindo confortavelmente a posição de cócoras). Foi ótimo! O Marcelo me apoiava por trás, e a Barbara ficava na minha frente. Ela preparou as compressas mornas pra fazer a proteção do períneo. E eu não deixei que ela fizesse isso. Até hoje não sei porque. Lembro que estava intolerante ao mínimo toque. Nem meu marido podia me tocar muito. Coisa irracional, mesmo. Como profissional respeitosa e humana, ela não forçou a barra. Eu havia deixado bem claro no meu plano de parto que não queria nem uma intervenção sem consentimento. Ela respeitou isso, mesmo visivelmente contrariada. Se eu tivesse contratado uma doula, provavelmente a história teria sido diferente. Mas eu ainda não sabia o quão importante uma doula é em um trabalho de parto. Pena.
Seguiram então os puxos. Acho que foram uns sete, no total. No início, fazia uma só força, mais espaçada. Depois, a Ann sugeriu que, quando viesse a vontade de empurrar, eu fizesse duas forças. Pra quê? Eu resolvi que faria três... O círculo de fogo (momento em que a cabecinha do bebê distende todo o tecido perineal) foi rápido pra caramba. Esse momento não doeu, absolutamente.  Foi o momento mais fácil do parto.


E o Lucas chegou! Lindo,  e com uma bela volta de cordão em volta do pescoço. No Brasil, seria indicação pra uma cesariana (totalmente desnecessária) na mão de 99% dos obstetras.  Deu –nos um chorinho de ‘oi, cheguei’. Não parecia nada assustado. Barbara entregou-me o meu ‘pacotinho’ embrulhado numa toalha vermelha. Ele agarrou meu dedo e ficou ali, aconchegado e tranquilo. Todos sorriam no meio daquele burburinho. Foi maravilhoso recebê-lo num ambiente de carinho, de alegria por uma criança desejada e que chegava ao mundo cercada de amor e de cuidado. Lembro de ele fazer um barulhinho de sucção da mãozinha. Muito fofo, todos sorriram ao ouvir um som tão gostoso. A Ann, com uma habilidade incrível, colocou-o no meu peito esquerdo e ele mamou imediatamente. Assim, sem nenhuma dificuldade. Fiquei admirada com a força da sucção dele. Barbara o vestiu e pesou. Três quilos e quatrocentas!
Após esse momento, esperamos pela placenta, que não demorou. Barbara me examinou e constatou que eu havia tido duas pequenas lacerações. Pela localização delas (próximas à mucosa anal), ela preferiu que o procedimento fosse realizado no hospital ao lado do nosso prédio, pois eu precisaria de antibióticos por algum tempo. Pra meu total desapontamento, fomos todos pra lá. Ann escreveu-nos um bilhetinho: ‘Parto do mês, parabéns!’ Beijou-nos carinhosamente e desejou-nos muitas felicidades.
Seguimos de carro com a Barbara por uns 200 metros, até o hospital. Laceração é uma coisa supercomum e que não inspira maiores cuidados, num parto natural. Mas meu tipo de laceração foi considerado uma intercorrência, um caso raro. Eu fiz muita força e o Lucas nasceu rápido demais. Normalmente, as parteiras suturam em casa mesmo. Mas não no meu caso. Eu precisaria de antibióticos na veia por algum tempo. Um balde de água fria, sem dúvida. Eu esperava ter meu filho, tomar um banho, comer e ir dormir na minha cama... Mas minha parteira preferiu não arriscar e eu concordei com ela. Mesmo assim, estávamos nas nuvens.
Posteriormente, vim a saber que mesmo lacerações perineais severas não são tão traumáticas quanto a prática da episiotomia, que não é mais recomendada há muitas décadas, e mesmo assim é feita rotineiramente no Brasil. A recuperação do períneo, pra quem sofreu episiotomia, envolve cinco grupos musculares e leva muito tempo. Já a laceração cicatriza facilmente, os tecidos ficam preservados e a recuperação leva algumas semanas.
Fui muitíssimo bem tratada no hospital também. Lá não existe berçário. Os bebês ficam o tempo todo ao lado da mãe. Ninguém pode espetar nada, nem colocar a mão no bebê sem o consentimento dos pais. Barbara ficou comigo lá até quase amanhecer. E seguiu acompanhando a mim e ao Lucas em casa por algumas semanas, pra ajudar na amamentação, ou em qualquer outra dificuldade que pudesse surgir.
Enfim, essa foi uma experiência ímpar, a realização de um grande sonho e também uma passagem para um mundo novo, o mundo da maternagem. Mundo do qual não quero mais sair, já que estou prestes a  me tornar doula certificada. Quero acompanhar muitas gestações e muitos partos, ver crianças chegarem ao mundo de forma respeitosa e humana. Quero participar ativamente da mudança de paradigma no atendimento obstétrico no Brasil, algo que já está acontecendo.  E se tiver a graça de ter outro filho, quero muito ter outro parto no conforto da minha casa.



São Carlos, 9 de abril de 2013.


Amei Aninha!!!!
Bjs no coração de todos ,espero que tenham gostado como eu.